Guerra no Oriente Médio: França mobiliza caças nos Emirados Árabes para proteger suas bases militares
Caça Rafale, em foto de 10 de setembro Adnan Abidi/Arquivo/Reuters A França mobilizou nesta terça-feira (3) caças Rafale sobre os Emirados Árabes Unidos pa...
Caça Rafale, em foto de 10 de setembro Adnan Abidi/Arquivo/Reuters A França mobilizou nesta terça-feira (3) caças Rafale sobre os Emirados Árabes Unidos para proteger suas bases aéreas e navais de ataques iranianos, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real A França mantém centenas de militares da Marinha, da Força Aérea e do Exército nos Emirados Árabes Unidos. Seus caças Rafale estão baseados na Base Aérea de Al Dhafra, perto de Abu Dhabi. "Esses Rafales e seus pilotos estão mobilizados para garantir a segurança de nossas instalações", disse Barrot à emissora "BFMTV" em resposta a uma pergunta sobre a intervenção francesa nos Emirados Árabes Unidos no fim de semana para neutralizar drones iranianos. "Eles realizaram operações para garantir a segurança do espaço aéreo sobre nossas bases", disse o ministro, acrescentando que, no domingo, "um hangar em uma base francesa nos Emirados Árabes Unidos foi atingido por um drone". Veja os vídeos que estão em alta no g1 A França mantém desde 2009 uma implantação militar permanente nos Emirados Árabes Unidos, que consiste e uma base aérea em Al Dhafra, uma base naval no porto de Mina Zayed, em Abu Dhabi, e um centro de treinamento de tropas no deserto emiradense. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã no sábado, matando o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O Irã respondeu atacando aliados americanos na região do Golfo. A situação ameaça aumentar os custos de energia, o que pode causar estragos na economia global. Os destroços de um drone interceptado provocaram um incêndio que foi controlado nesta terça-feira em uma zona industrial petrolífera no emirado de Fujairah, informaram as autoridades. Guerra EUA e Israel contra o Irã Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, quase 800 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que seis militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.