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Fuzileiros navais dos EUA atiraram contra manifestantes que invadiram consulado em Karachi, diz agência

Policiais fazem a guarda em frente ao Consulado Geral dos EUA, em Karachi REUTERS/Akhtar Soomro Fuzileiros navais dos EUA abriram fogo contra manifestantes no f...

Fuzileiros navais dos EUA atiraram contra manifestantes que invadiram  consulado em Karachi, diz agência
Fuzileiros navais dos EUA atiraram contra manifestantes que invadiram consulado em Karachi, diz agência (Foto: Reprodução)

Policiais fazem a guarda em frente ao Consulado Geral dos EUA, em Karachi REUTERS/Akhtar Soomro Fuzileiros navais dos EUA abriram fogo contra manifestantes no fim de semana durante a invasão do consulado de Karachi, a maior cidade do Paquistão, disseram duas autoridades americanas nesta segunda-feira (2) - um uso raro da força em um posto diplomático, que pode aumentar drasticamente as tensões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A invasão deixou dez mortos no domingo (1º), quando manifestantes romperam o muro externo do complexo. ➡️ Contexto: O Paquistão abriga a segunda maior comunidade xiita do mundo, depois do Irã, e agora enfrenta protestos generalizados pela morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Veja detalhes da ação que matou Ali Khamenei e dezenas de integrantes do governo do Irã De onde partiram os disparos? Os dois oficiais americanos disseram, no entanto, que não estava claro se os disparos efetuados pelos fuzileiros navais atingiram ou mataram alguém. Eles também não sabiam se outros que protegiam a missão, incluindo seguranças privados e policiais locais, também haviam disparado. Esta seria a primeira confirmação por parte de autoridades americanas de que fuzileiros navais estiveram envolvidos nos disparos contra os manifestantes. Um porta-voz do governo provincial, Sukhdev Assardas Hemnani, disse que agentes de "segurança" abriram fogo, sem especificar a que grupo pertenciam. As operações diárias de segurança nas missões diplomáticas dos EUA são frequentemente realizadas por empresas privadas e forças locais, e o envolvimento de fuzileiros navais no incidente ressalta a seriedade com que o consulado encarava a ameaça. Manifestações contra morte de Khamenei Na segunda-feira, o Paquistão proibiu grandes aglomerações em todo o país após a disseminação dos protestos contra os ataques ao Irã. O país contabiliza 26 mortes relacionadas aos atos. No domingo, manifestantes entoaram cânticos de "Morte à América! Morte a Israel!", em frente ao consulado, onde repórteres da Reuters ouviram tiros e viram gás lacrimogêneo sendo lançado nas ruas próximas. Vídeos nas redes sociais pareciam mostrar pelo menos um manifestante disparando uma arma em direção ao consulado e manifestantes ensanguentados fugindo enquanto os tiros eram ouvidos. Um oficial da polícia de Karachi disse à Reuters que os tiros foram disparados de dentro das instalações do consulado. Os fuzileiros navais dos EUA encaminharam as perguntas às Forças Armadas dos EUA, que por sua vez as encaminharam ao Departamento de Estado. O Departamento de Estado não respondeu ao pedido de comentário. Líderes da comunidade xiita convocaram mais protestos em Lahore e Karachi, apesar da proibição nacional de reuniões públicas. A embaixada dos EUA no Paquistão fica na capital, Islamabad, e há dois consulados adicionais em Peshawar e Lahore. As vias de acesso ao consulado dos EUA em Karachi foram bloqueadas e havia forte presença policial na área. Medidas semelhantes foram tomadas em torno das missões diplomáticas americanas em Lahore e Islamabad.

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