China culpa EUA e 'sua política hostil' por tensões com a Coreia do Norte
Trump manda repórter se calar após pergunta sobre Coreia do Norte A China culpou os Estados Unidos e sua "política hostil" pelas tensões na península corea...
Trump manda repórter se calar após pergunta sobre Coreia do Norte A China culpou os Estados Unidos e sua "política hostil" pelas tensões na península coreana, nesta quinta-feira (20). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em uma reunião com o Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, em Seul, a capital da Coreia do Sul, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu que o país não tome partido entre Pequim e Washington e que busque uma "coexistência pacífica" com a Coreia do Norte. "A solução fundamental para as tensões na península coreana reside em abordar as causas profundas do problema e instar os Estados Unidos a abandonar sua política hostil em relação à Coreia do Norte. A China ficaria satisfeita em ver a península caminhar rumo à coexistência pacífica entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte", afirmou em declaração noticiada pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua. O chanceler disse ainda que a China espera que a Coreia do Sul "alcance uma verdadeira autonomia estratégica, evite confrontos em bloco e a tomada de partido, e desenvolva relações com as principais potências, incluindo a China e os Estados Unidos, de forma paralela e sem contradições". O Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, cumprimenta o Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião em Seul Yonhap via REUTERS As declarações ocorrem depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter falado nesta quarta-feira (19) sobre supostas ogivas nucleares que existiriam na Coreia do Norte e planos de se encontrar com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ainda este ano. Em conversas separadas com o secretário sul-coreano, o ministro chinês também pediu, segundo a Xinhua, que Seul mantenha uma política amigável em relação à China, afirmando que os laços entre os dois países haviam "se recuperado totalmente" e apresentado progressos positivos neste ano. "Uma política racional, pragmática e positiva em relação à China está totalmente alinhada com os interesses da Coreia do Sul e com a tendência dos tempos", disse ele, pedindo a conclusão antecipada da segunda fase das negociações com a Coreia do Sul para um acordo de livre comércio entre os dois países. Coreia do Sul estima que Coreia do Norte tem até 120 ogivas nucleares Da esquerda para a direita: presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Mark Schiefelbein/AP/Annabelle Gordon/REUTERS/KCNA Mais cedo, nesta quinta (20), a Coreia do Sul informou que estima que a Coreia do Norte possui entre 80 e 120 ogivas nucleares. O ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, disse a legisladores que é difícil determinar um número exato, mas que o número é resultado de estimativas de organizações privadas de pesquisa especializadas no assunto. "Normalmente vemos entre 80 e 120, mas é consideravelmente limitado declarar um número exato", disse Ahn a um comitê parlamentar. Questionado sobre o comentário de Trump no dia anterior, de que Kim possuía 57 "armas nucleares muito poderosas", Ahn disse que "os números parecem um pouco diferentes". A Coreia do Sul tradicionalmente evita divulgar publicamente estimativas detalhadas do arsenal nuclear norte-coreano e não reconhece oficialmente Pyongyang como um estado com armas nucleares sob sua política de longa data de apoio à desnuclearização. Ahn reiterou essa posição quando questionado se o governo reconhecia a Coreia do Norte como um estado com armas nucleares. Ele também se recusou a comentar se a referência de Trump às 57 ogivas equivalia a um reconhecimento dos EUA do status nuclear da Coreia do Norte, dizendo que não seria apropriado que o ministro da Defesa da Coreia do Sul comentasse as declarações do presidente dos EUA. Ahn afirmou que a Coreia do Sul continuará a depender do guarda-chuva nuclear dos EUA, em linha com a política de longa data de Seul não nuclear. "Não podemos desenvolver armas nucleares. Também não devemos aceitar o uso de armas nucleares táticas dos EUA", disse Ahn. "Não podemos permitir que lunáticos tenham armas nucleares", diz Trump Os comentários vieram após Trump ordenar a redução dos exercícios militares conjuntos EUA-Coreia do Sul, que ele descreveu como "hostis" à Coreia do Norte. Por que Trump reduziu os exercícios militares com a Coreia do Sul? A Coreia do Norte respondeu com frieza à medida. Kim Yo Jong, irmã influente do líder norte-coreano, disse que os exercícios reduzidos continuam provocativos e agressivos apesar de sua duração reduzida. Ela rejeitou qualquer sugestão de que Pyongyang veria a medida como um gesto significativo de boa vontade e disse que não tinha conhecimento de quaisquer contatos recentes entre Trump e Kim, embora tenha descrito a relação pessoal entre os líderes como "excelente". Agora no g1